Terapia ABA

Terapia ABA

A sigla ABA vem do inglês e refere-se a Applied Behavior Analysis, que significa Análise do comportamento Aplicada, sendo considerada um domínio que compõe a ciência do comportamento. Esta ciência é oriunda do Behaviorismo radical, onde junto com muita pesquisa se evoluiu para os princípios e processos básicos aplicáveis em situações socialmente relevantes. Assim se chegou no processo de intervenção voltado para questões comportamentais importantes.

A terapia ABA pode ser utilizada em vários contextos e com diversos indivíduos, que busquem a mudança comportamental. Trabalha-se muito com a terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada) para crianças que estão dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) por ser uma terapia de resultado cientificamente comprovado, se realizado dentro dos padrões determinados e por profissionais com a formação em Análise do Comportamento Aplicada (ABA).

Para que a terapia tenha uma eficácia no seu resultado, deve haver um treinamento de todos os familiares que estão envolvidos no contexto diário da criança a ser tratada. Para crianças do espectro autista, trabalha-se muito no formato de equipe multidisciplinar, onde todos os profissionais estejam alinhados, utilizando a mesma abordagem técnica. Esta equipe normalmente é composta por um médico neurologista ou psiquiatra infantil, uma fonoaudióloga, uma terapeuta ocupacional, uma psicóloga e uma psicopedagoga. A terapia ABA tem recomendação de intervenção de alta intensidade, compreendendo no mínimo 15 horas semanais de trabalho estruturado, envolvendo ambiente domiciliar, escolar, natural e consultório terapêutico. Dependendo do comprometimento da criança, se trabalha até com 40 horas semanais de intervenção terapêutica.

Antes do início da terapia a criança realiza uma avaliação para identificação de suas habilidades já adquiridas e as que ainda não estão adquiridas. Após se monta um currículo individualizado de habilidades alvo a serem trabalhadas, com tabulação de dados de uma linha de base e a evolução que está sendo realizada. O Tratamento é individual, intenso e abrangente. Quanto mais cedo iniciam-se as intervenções, melhores são os prognósticos. Atualmente estudos tem mostrado ótimos resultados quando a terapia inicia antes dos 5 anos de idade.

 

Referência: Lovaas, O. I. (1981). Teaching developmentally disabled children: The ME Book. Austin, TX: PRO-ED.

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